Dieta mediterrânica: a mais científica e ecológica
O padrão alimentar mediterrânico é muito mais antigo do que o conhecimento científico moderno e do que a sensibilização ecológica atual.
Os nossos antepassados acertaram em cheio!
Este conceito baseia-se em 10 princípios:
1- Cozinha simples (consumo de produtos naturais);
2- Elevado consumo de produtos vegetais (produzidos localmente e da época);
3- Preferência pelo azeite como principal fonte de gordura;
4- Moderado consumo de laticínios;
5- Utilização de ervas aromáticas como tempero, em detrimento do sal;
6- Consumo frequente de peixe;
7- Baixo consumo de carnes vermelhas;
8- Baixo consumo de vinho tinto e apenas nas refeições principais (à exceção de crianças e grávidas);
9- Água como principal fonte de líquidos;
10- Convívio à volta da mesa.
A comida é muito mais do que o ato de nos alimentarmos, é um momento de convívio e de partilha. Nós somos assim e não podemos nem devemos perder essa nossa característica.
A importância do equilíbrio na nossa saúde e no nosso peso
Para se ter um peso adequado e uma vida saudável é necessário que a alimentação diária seja adequada às necessidades de cada um, as quais irão variar ao longo dos anos e das diferentes fases de vida.
Para além da alimentação adequada, é também fundamental o exercício físico regular. Não podemos pensar apenas em como estamos e nos sentimos no presente, mas sim como pretendemos estar e sentirmo-nos no futuro.
Já é de conhecimento geral que a prática regular de exercício físico aumenta a massa muscular, a qualidade e a densidade óssea, a mobilidade articular e o bem-estar geral. Todos estes são fatores que contribuirão para uma autonomia e qualidade de vida maiores e mais prolongadas.
Por último, não devemos descurar a saúde e o equilíbrio mental. Medite, pratique ioga, dedique tempo a si mesmo e ao presente, sem distrações externas.
Pense no equilíbrio que quer ter na sua vida, hoje e no futuro, e comece já a praticá-lo.
Nota: Estamos a contar com a sua presença na apresentação do meu novo livro “Sabemos comer?”, Hoje às 17h na Feira do Livro, na Praça Amarela, em Lisboa.
Estratégias para manter o peso e ter saúde no mundo atual
Não há dúvidas que, desde o início do ano de 2020, com a Pandemia da COVID-19 tudo mudou. Uma grande percentagem da população passou a trabalhar em casa, passou a cozinhar menos e a encomendar refeições prontas, mais frequentemente e, consequentemente, tornou-se mais sedentária, aumentou de peso e deteriorou a sua saúde. É urgente quebrar este ciclo e mudar estes hábitos errados!
Para isso, não nos podemos focar apenas na alimentação ou apenas no exercício físico, é necessário haver uma mudança destes dois fatores. Uma vez que a maioria dos hábitos não saudáveis se devem a desconhecimento ou obtenção de informação errada, é imperativo estar informado acerca de todos os aspetos que envolvem e promovem um estilo de vida saudável.
Desta forma, decidi escrever um livro, cujo título é uma pergunta, “Sabemos comer?”, para tentar dar resposta a todas as suas questões e, sobretudo, para lhe fornecer as melhores estratégias para ter e manter uma vida saudável.
A apresentação do livro será realizada no dia 3 de junho, às 17h, na Feira do Livro em Lisboa, e lá estarei à sua espera.
Num estudo muito recente, realizado em gafanhotos e, posteriormente, em mamíferos – em que foram estudadas várias refeições, umas mais proteicas e outras menos proteicas, todas com o mesmo sabor e consistência -, observou-se que os grupos cuja dieta era mais rica em proteína, teve menos necessidades de comer e manteve o peso com maior facilidade. Nos outros grupos, cuja dieta era pobre em proteínas, observou-se uma necessidade de comer mais e um excesso de peso em todos os indivíduos.
Os resultados do estudo realizado em mamíferos poderão, com algum cuidado, ser extrapolados para os humanos.
Desta forma, aumente o seu consumo de proteína, para 1 a 1,5gr x kg de peso e dia, através de carne, peixe, tofu, seitã, ovos, leite, iogurte, entre outros e, assim, conseguirá compensar os mecanismos neuroendocrinos de fome, terá menos necessidade de comer e será mais saudável.
Segundo estudos muito recentes, devemos consumir ao pequeno-almoço 20% a 30% das calorias totais diárias, facilitando muito a perda de peso e evitando o aparecimento de disfunções metabólicas, tais como a diabetes e a hipertensão arterial.
Adicionalmente, devemos substituir uma parte importante dos hidratos de carbono por proteínas, tornando esta refeição, maioritariamente, proteica.
Concluindo, coma em maior quantidade (mas saudável!) ao pequeno-almoço de modo a ativar o seu metabolismo, facilitar a perda de peso e evitar disfunções metabólicas, tornando-se uma pessoa mais saudável.
Ouvimos muitas vezes falar de dieta paleolítica, da dieta vegetariana, do jejum intermitente, entre outros, como sendo a dieta ideal para toda a gente.
Na verdade, isso não faz sentido, visto que uma alimentação equilibrada tem de ter em conta a idade, o sexo, o peso e altura, a profissão (mais ou menos intensa) e a prática de exercício físico de cada indivíduo. Por exemplo, a quantidade de hidratos de carbono consumidos irá depender do exercício físico realizado.
A dieta deve ser adaptada a cada pessoa, mas todas elas devem ter em comum determinados parâmetros:
– Consumir, pelo menos, 1g de proteína por kg de peso, por dia;
– Garantir o consumo diário de frutas e verduras;
– Cozinhar os alimentos da forma mais natural possível;
– Evitar os ultraprocessados.
Cumpra estas regras e garanta que é acompanhado/a por um profissional de saúde habilitado, que adapte a sua alimentação aos seus objetivos e necessidades específicas.