Normalmente, os alimentos mais calóricos são aqueles ricos em açúcares simples, gorduras artificiais e com muito pouca qualidade e valor nutricional.
Vamos, de seguida, dar alguns exemplos.
– Refrigerantes: são açúcar puro em estado líquido. O nosso cérebro não assimila que estamos a comer.
– Café com açúcar: transformamos um ótimo alimento em algo similar aos refrigerantes.
– Cereais açucarados: contêm níveis altíssimos de açúcar, são alimentos processados e muito pobres em fibra. Como alternativa, podemos optar por flocos de aveia ou quinoa 100% integrais.
– Pizzas pré-fabricadas: são ricas em gorduras artificiais, hidratos de carbono refinados e aditivos. Podemos substitui-las por uma versão caseira mais natural.
– Gelados: a maioria dos gelados comercializados têm altos níveis de açúcar. Podemos optar por prepará-los em casa, com frutas naturais.
– Bolachas e bolos: ricos em gorduras artificiais, açúcares e farinhas refinadas. São o que chamamos “autênticas bombas”, que nos dão vontade de comer cada vez mais.
– Batatas fritas: uma porção de, aproximadamente, 100g contém cerca de 378kcal. São ricas em gordura e sal e, normalmente, ainda são acompanhadas de molhos, piorando ainda mais a sua qualidade nutricional. A batata cozida ou assada, por exemplo, é muito menos calórica e bastante mais saudável.
– Sumos de fruta: contêm, geralmente, a mesma quantidade de açúcar que os refrigerantes. Devem ser evitados, mesmo os que são feitos em casa. A fruta deve ser consumida em peça.
– Chocolates: a maioria é rico em açúcar e gorduras hidrogenadas. Tente substituí-lo por chocolate preto +70% cacau.
– Fast food: rico em gorduras artificiais, sal, aditivos e ultraprocessadas. É, possivelmente, a maior causa de obesidade no mundo.
Como vê, estamos constantemente rodeados de alimentos altamente calóricos, muitas vezes, não temos a verdadeira noção do seu impacto. Só nos cabe a nós decidir como queremos viver, e para tal, fazer as melhores escolhas para que tenhamos um envelhecimento prazeroso e saudável.
Por isso, opte por alimentos naturais e avalie cada produto através da leitura dos seus rótulos.
Num processo de perda de peso é fundamental comer em menores quantidades e de forma variada, bem como praticar exercício físico para aumentar o gasto energético diário. No entanto, para que este processo seja possível, não pode haver uma constante sensação de fome.
É o nosso cérebro que determina quando temos fome e quando já estamos satisfeitos e podemos parar de comer, mas esta sensação difere muito de pessoa para pessoa. Fatores como o estado emocional e outras alterações, como as hormonais, podem influenciar esta resposta cerebral.
Aqui entra a importância do consumo de alimentos saciantes, ricos em proteína e/ou fibra e muita água. Este tipo de produtos atrasa o esvaziamento gástrico e dão-nos uma maior e mais duradoura sensação de saciedade.
Exemplos destes alimentos são os ovos, os cogumelos, o tomate, a alface, o mexilhão, a batata cozida, frutos secos, abacate, verduras cruas, laranja e limão, morangos e melão, carne e peixe.
Mastigue devagar e concentre-se no processo da ingestão dos alimentos, sem se distrair com outras atividades (ex: televisão; telemóvel; etc). Desta forma, comerá mais lentamente e terá uma maior consciência de todo o processo, contribuindo também para uma maior saciedade.
Tente gerir o stress da melhor maneira possível e tenha um fantástico fim-de-semana!
Existem vários mitos e dúvidas acerca das vantagens e desvantagens dos frutos secos. Vamos esclarecer algumas.
São benéficos para a saúde cardiovascular?
– Está cientificamente comprovado que as vitaminas, os ácidos gordos insaturados, a fibra e os fitoquímicos têm propriedades cardioprotetoras.
Engordam muito?
– Não se pode negar que são bastantes calóricos, mas eliminá-los por completo não é a solução em nenhuma dieta. Podemos comer uma mão cheia, 3 vezes por semana, e não um pacote inteiro todos os dias.
– Devem ser consumidos na sua forma natural, crus ou torrados sem sal, açúcar ou qualquer aditivo.
São ricos em ferro?
– Os frutos secos têm a capacidade de prevenir a anemia e formar glóbulos vermelhos e, por isso, são recomendados sempre que há défice de ferro. De todos, o pistachio é o mais rico em ferro.
Estimulam a memória?
– Pelo facto de serem ricos em DHA, Omega 3, polifenoides e vitamina E, potenciam a memória e a capacidade de concentração.
São recomendados para diabéticos?
– Pelo facto de não terem açúcar, podem ser consumidos, embora sem abusar.
– Está comprovado cientificamente que as sementes de girassol têm um efeito protetor na resistência à insulina.
Como vê, há muitos alimentos que pode consumir desde que sejam nas suas formas mais naturais e nas doses certas.
O ano está quase a terminar, por isso, aproveite para fazer alguma experiência gastronómica e mentalize-se deque, a partir do dia 2 de Janeiro, as férias e festas já terminaram.
Em janeiro todos sentimos alguns remorsos das refeições natalícias e dos excessos típicos do Natal, por isso não se sinta sozinho. Vamos juntos voltar, com força, ao nosso equilíbrio, à nossa rotina alimentar e à prática regular de exercício físico!
A fome é muito diferente para cada pessoa e existem várias causas, tanto físicas como psíquicas, que terão uma influência decisiva.
Mas, independentemente da causa, podemos aproveitar o conhecimento dos mecanismos neuroendocrinos para ajudar a controlá-la.
Existem 3 mecanismos muito específicos:
– Devemos comer sentados e, de preferência, refeições sólidas. Desta forma, o nosso cérebro interpreta que estamos a comer. Por exemplo, entre dois iogurtes magros, com a mesma composição e calorias, a opção sólida dará uma maior sensação de saciedade, comparativamente com a opção líquida.
– As refeições devem ter uma certa densidade. Daqui vem a famosa expressão “peixe não puxa carroça”. Por exemplo, quando consumimos carne, ao ser mais rija e consistente, promove a transmissão de informação ao nosso cérebro de que estamos a comer em maior quantidade, quando isso nem sempre corresponde à verdade.
– Devemos comer de forma mais lenta. Assim, conseguiremos ter uma maior percepção da dilatação do estômago e perceber, mais rapidamente, quando é que estamos saciados e podemos parar de comer.
Cumpra estas dicas e verá como o processo de emagrecimento será mais fácil.
O principal objetivo de qualquer dieta deve ser sempre a melhoria da nossa saúde. Claro que, dependendo se temos peso a mais ou a menos, teremos de o perder ou ganhar, respetivamente, para atingir a saúde plena.
Qualquer dieta deve garantir, ao nosso organismo, os nutrientes necessários e ser o mais anti-inflamatória, equilibrada e regeneradora possível. Para que isto seja possível é necessário:
– Aumentar o consumo de frutas e verduras;
– Consumir gorduras saudáveis e naturais, nas quantidades adequadas (peixes gordos, frutos secos, azeite, abacate, etc);
– Consumir proteínas nas quantidades adequadas;
– Evitar alimentos ultraprocessados e diminuir os processados;
– Evitar gorduras hidrogenadas ou artificiais e os açúcares simples.