Perguntam-me, muitas vezes, se os cereais zero engordam ou se se deve consumir cereais sem glúten. Por vezes, o rótulo que se coloca nalguns alimentos confunde e pode induzir algumas pessoas em erro. Qualquer cereal tem uma quantidade importante de hidratos de carbono que, dependendo dos objetivos pessoais, pode ou não fazer sentido na dieta de cada pessoa.
Os cereais “zero” são cereais que não contêm pelo menos um dos seus macronutrientes. No entanto, isto significa que uns cereais com 0% de gordura saturada, podem estar carregados de açúcar e ser, na mesma, considerados zero. Os cereais sem glúten significam isso mesmo, que não têm glúten. Contudo, se não for doente celíaco ou não tiver intolerância ao glúten, não fará sentido esta escolha, até porque as suas calorias são as mesmas das dos cereais convencionais.
Os cereais, seja quais forem, são um produto hipercalórico – ainda assim podem ser consumidos de vez em quando, desde que sejam integrais, sem gorduras saturadas e, sobretudo, sem açúcares adicionados. É fundamental consumí-los com moderação e incluí-los numa alimentação equilibrada.
Existe uma crença generalizada de que a batata doce se pode comer livremente por ser pouco calórica. No entanto, comparativamente com a batata branca, a batata doce tem 20% mais calorias e quase 4 vezes mais de açúcares livres. Tem também um pouco menos de proteína e um pouco mais de fibra.
Isto significa que não, a batata doce não emagrece.
Ainda assim, nenhuma das duas é realmente muito calórica se for cozida e, por isso, pontualmente, quando quiser introduzir batata na sua refeição, opte por aquela que mais gostar. De vez em quando faz-nos bem comer algo que gostemos muito, seja isso mais ou menos calórico. Desta forma, conseguiremos atingir um bom equilíbrio na nossa alimentação.
A dieta não é só um ou outro alimento isolado, mas sim o conjunto de tudo o que consumimos.
Hoje vamos falar do horário das refeições e da sua influência na saúde e no peso.
Durante muito tempo pensava-se que o importante era apenas o número de calorias, mas a verdade é que hoje temos evidência científica que comprova que a composição das mesmas, quando e o que comemos a determinadas horas, é tão ou mais importante!
Se comermos mais ao pequeno-almoço e almoço, e fizermos um jantar mais leve e mais cedo, fazendo assim um padrão de descanso (de alimentos) noturno de 12 horas, isto não só nos ajudará a emagrecer como nos ajudará a nível cardiovascular, gestão glicémica, controlo do colesterol, problemas gastrointestinais e o nosso padrão de sono será, também, bastante melhor.
Não é difícil! Faça esse esforço e tenha um fantástico fim-de-semana.
Acredito que a pergunta que, na verdade, devemos fazer é “qual o exercício ideal para sermos mais saudáveis?”. O exercício ideal é aquele que conseguirmos realizar de forma regular, caso contrário, de nada vale ter o melhor treino programado, se depois não o conseguimos cumprir.
O primeiro passo é percebermos se estamos, realmente, dispostos a fazer alguns sacrifícios e esforços pelo bem da nossa saúde. Se estivermos dispostos a isso, o passo seguinte é tornar o exercício uma das nossas prioridades e tomar a iniciativa de começar.
O ideal é sempre intercalar exercício cardiovascular, como uma caminhada ou bicicleta, com exercícios de força. Desta forma, aumentaremos a massa muscular, contribuindo para um maior gasto calórico e para um melhor funcionamento do nosso corpo.
O sedentarismo afeta 78% dos portugueses, ou seja, são pessoas que fazem quase nenhuma ou mesmo nenhuma atividade física. O sedentarismo é a causa de várias doenças, tais como a diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade e cancro.
Se quer melhorar a sua saúde, 30 min de atividade física, 5 dias por semana será o suficiente, no entanto, se quer perder peso, faça 50 minutos diários, os 7 dias da semana.
Acima de tudo, seja mais ativo e mova-se sempre que puder, seja a falar ao telefone ou optando pelas escadas e não pelo elevador. A sua saúde e o seu peso irão agradecer.