A altura da Páscoa é um período contraditório, de tristeza e alegria, morte e ressurreição, cair e levantar. Também o podemos aplicar à dieta, no sentido em que falhar a dieta é uma ótima oportunidade para nos reerguermos com mais força e avançar. Não desespere, nem tudo corre como nós queremos, mas quando caímos, temos sempre a oportunidade de nos levantar.
Domingo de Ressurreição é um fantástico dia para comer um cabrito no forno e para estar com a família, tal como eu vou fazer. Como sempre, mesmo havendo refeições mais calóricas, pode fazer escolhas, por exemplo, escorra a maior parte do molho e diminua a quantidade de batatas ou arroz.
Tenha uma feliz Páscoa, e reerga-se!
Na semana passada falámos do pão branco e dos seus efeitos negativos para a saúde mas, felizmente, existem alternativas muito interessantes.
O pão feito com farinhas integrais fermentadas é rico em pre e probióticos e poderá ser uma alternativa interesante.
Todo o pão que é feito com massa mãe, ou seja, que aproveita o grão inteiro, é rico em fibras e, se para além disto, for feito com uma levedura de fermentação lenta, será muito mais saudável, mais saciante e muito mais nutritivo.
O pão deve ser feito de forma natural, como antigamente, sem aditivos desnecessários.
Procure e verá que encontra.
O pão branco é, de longe, o pão mais consumido. No entanto, este é feito com farinhas refinadas, ou seja, hidratos de carbono refinados que, por sua vez são açúcares refinados. Por esta razão, é muito calórico e, para além disso, tem muito pouco interesse nutricional. Como se trata de farinha refinada e não tem fibra, a absorção do açúcar é feita muito rapidamente, estimulando a produção de insulina, transforma o açúcar em gordura e produz, posteriormente, mais fome. Pelo facto de não ter fibra, garante pouca saciedade. Para além disso, quando o pão é introduzido nas refeições principais, a tendência é comer em maior quantidade, uma vez que tipicamente o adicionamos a outros hidratos de carbono, tais como, o arroz, a massa ou a batata.
Há estudos que o relacionam com o síndrome metabólico, (hipertensão, colesterol e diabetes).
Na próxima semana falaremos de alternativas mais saudáveis.
O stress produz um aumento dos níveis de cortisol, transformando os triglicéridos em glicerol e ácidos gordos. Posteriormente, estes circulam pela corrente sanguínea, em grande quantidade, e são depositados nos diferentes órgãos, tais como, os rins, fígado, coração, músculo, entre outros, em forma de gordura visceral, que é a mais prejudicial, metabolicamente, para a nossa saúde.
– Os rins aumentam de volume, aumentando a tensão arterial;
– Ocorre catabolismo muscular com libertação de aminoácidos que, pela neoglicogénese, aumentam os níveis de glicose depositados no fígado;
– A nível do Sistema Nervoso, produz-se a hiperfagia, com aumento principal no consumo de alimentos doces.
O Colesterol é uma gordura fundamental para o funcionamento do organismo.
O seu estudo já deu origem a 11 prémios Nobel.
– Está presente em todas as paredes celulares;
– Auxilia na síntese endógena de Vitamina D;
– Reforça o Sistema Imunológico e Neurológico.
Para além destas funções, é imprescindível na produção de hormonas como o Cortisol, Aldosterona e também das hormonas sexuais, tais como, os estrogénios, a progesterona e a testosterona.
Desta forma, percebemos que o Colesterol é muito mais complexo do que a sua relação com as doenças cardiovasculares. A verdade é que o papel do Colesterol neste tipo de patologias, não é assim tão claro. Sabe-se que existem moléculas que promovem o seu transporte – as LDL – e que as gorduras trans e algumas saturadas aumentam o risco de doenças cardiovasculares e arteriosclerose.
Posto isto, é clara a importância positiva do Colesterol na nossa saúde, do qual 90% é produzido por nós, sem ter a ver com a alimentação.