Geralmente, uma festa implica comer e beber, no entanto, esta não tem de ser a regra.
Uma festa deve implicar diversão e convívio social.
Circular mais e comer menos, selecionar momentos específicos para comer, falar com as diferentes pessoas presentes e aproveitar o momento.
Como fizemos na festa da clínica que partilho convosco e onde tivemos a surpresa do meu filho a cantar.
Todo este ambiente irá contribuir para a produção de neurotransmissores e hormonas que nos ajudarão a sentir melhor.
Em suma, a solução não passa por evitarmos eventos sociais ou decidirmos não estar com amigos. Passa sim por sabermos desviar o foco da comida e bebida para o convívio em si, conseguirmos ter controlo da nossa mente e da nossa vida e, desta forma, seremos muito mais felizes.
É claro que, após ingerirmos uma refeição, ficamos com menos ou nenhuma fome, mas qual é a razão para nos apetecer um hidrato de carbono quando estamos com muito apetite?
Porque nos irá saciar mais rapidamente. Em contrapartida, o seu consumo irá provocar um pico de insulina e, posteriormente, uma hipoglicemia (diminuição dos níveis de açúcar no sangue), fazendo com que sintamos, novamente e muito rapidamente, fome.
Por outro lado, se optarmos pelo consumo de proteínas (e, felizmente, cada vez existem mais alternativas de produtos e refeições ricas em proteína), estaremos a oferecer ao organismo aquilo que ele realmente necessita. O alimento será metabolizado mais lentamente e a sensação de saciedade será muito mais eficaz e duradoura.
Adicionalmente, a alimentação diária deve ser variada de modo a fornecermos ao nosso organismo minerais e vitaminas, evitando carências alimentares.
Também não devemos dispensar as gorduras insaturadas. Não se assuste com o nome, estas são fundamentais para mantermos o nosso corpo em equilíbrio.
Tenha uma alimentação equilibrada e variada, preencha a sua vida com atividade física e tenha um fantástico fim-de-semana!
Existe a ideia fixa de que, se comermos várias vezes (por exemplo, ao pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanchar e jantar), teremos menos fome ao longo do dia. Como em tudo, este método não funciona da mesma forma para toda a gente.
Há pessoas que, ao comerem de manhã, têm um maior estímulo do apetite e, por isso, uma maior necessidade de comer mais, o que não acontece se não fizerem essa refeição. Caso seja este tipo de pessoa, faça algum exercício físico neste período do dia para que o seu metabolismo não abrande.
Se, por outro lado, o pequeno-almoço for imprescindível, já não terá esta necessidade e o exercício físico poderá ser realizado em qualquer parte do dia.
O mais importante é que conheça o seu corpo e saiba identificar os seus sinais e necessidades. Só assim conseguirá perceber qual o melhor método para si.
Porque é que as pessoas estão cada vez mais pesadas?
O primeiro fator é a falta de informação ou a posse de informação errada. Esta foi uma das motivações que me levou a escrever o meu livro: “Sabemos comer?”.
Sem os conhecimentos corretos, não poderemos fazer escolhas adequadas.
Apenas um médico com formação em nutrição ou um nutricionista poderão indicar a dieta mais adequada. A alimentação ideal para cada um é algo demasiado complexo para ser assimilado pela internet.
Dieta mediterrânica: a mais científica e ecológica
O padrão alimentar mediterrânico é muito mais antigo do que o conhecimento científico moderno e do que a sensibilização ecológica atual.
Os nossos antepassados acertaram em cheio!
Este conceito baseia-se em 10 princípios:
1- Cozinha simples (consumo de produtos naturais);
2- Elevado consumo de produtos vegetais (produzidos localmente e da época);
3- Preferência pelo azeite como principal fonte de gordura;
4- Moderado consumo de laticínios;
5- Utilização de ervas aromáticas como tempero, em detrimento do sal;
6- Consumo frequente de peixe;
7- Baixo consumo de carnes vermelhas;
8- Baixo consumo de vinho tinto e apenas nas refeições principais (à exceção de crianças e grávidas);
9- Água como principal fonte de líquidos;
10- Convívio à volta da mesa.
A comida é muito mais do que o ato de nos alimentarmos, é um momento de convívio e de partilha. Nós somos assim e não podemos nem devemos perder essa nossa característica.