Hoje não vamos falar de saber comer, mas sim de como ter menos fome, vamos falar de saber viver!
Vou então explicar-vos como ativar as 5 hormonas da felicidade:
– Serotonina: hormona antidepressiva, ativada durante a prática de exercício físico e em contacto com a natureza;
– Oxitocina: hormona da felicidade, ativada quando sorrimos, abraçamos ou beijamos;
– Endorfina: hormona responsável por nos fazer sentir bem, ativada quando cantamos e/ou dançamos;
– Dopamina: hormona da saciedade, ativada quando temos um sono reparador (6h-8h);
– Mioquina: hormona responsável pela felicidade sentida após a prática regular de exercício físico e ativada com as contrações musculares mais intensas.
Como vê, tem ao seu alcance todas as ferramentas necessárias para ativar todas estas hormonas e ser saudável e feliz.
Parece que a microbiota, ou seja a colónia de bactérias presentes no intestino, é muito diferente em pessoas magras comparativamente com pessoas com excesso de peso. Há vários estudos interessantes que demonstram que, transplantando essas bactérias em pessoas com tendência a perder ou a ganhar peso, estas acabam por ficar com maior facilidade em engordar ou emagrecer, respetivamente.
É claro que estes dados abrem novas portas ao tratamento da obesidade.
Desta forma, iremos desenvolver umas cápsulas compostas por colónias de bactérias intestinais comuns em indivíduos magros, com o objetivo de potenciar os resultados no processo de emagrecimento e contribuir para o combate desta pandemia, denominada obesidade.
A importância do equilíbrio na nossa saúde e no nosso peso
Para se ter um peso adequado e uma vida saudável é necessário que a alimentação diária seja adequada às necessidades de cada um, as quais irão variar ao longo dos anos e das diferentes fases de vida.
Para além da alimentação adequada, é também fundamental o exercício físico regular. Não podemos pensar apenas em como estamos e nos sentimos no presente, mas sim como pretendemos estar e sentirmo-nos no futuro.
Já é de conhecimento geral que a prática regular de exercício físico aumenta a massa muscular, a qualidade e a densidade óssea, a mobilidade articular e o bem-estar geral. Todos estes são fatores que contribuirão para uma autonomia e qualidade de vida maiores e mais prolongadas.
Por último, não devemos descurar a saúde e o equilíbrio mental. Medite, pratique ioga, dedique tempo a si mesmo e ao presente, sem distrações externas.
Pense no equilíbrio que quer ter na sua vida, hoje e no futuro, e comece já a praticá-lo.
Nota: Estamos a contar com a sua presença na apresentação do meu novo livro “Sabemos comer?”, Hoje às 17h na Feira do Livro, na Praça Amarela, em Lisboa.
Estratégias para manter o peso e ter saúde no mundo atual
Não há dúvidas que, desde o início do ano de 2020, com a Pandemia da COVID-19 tudo mudou. Uma grande percentagem da população passou a trabalhar em casa, passou a cozinhar menos e a encomendar refeições prontas, mais frequentemente e, consequentemente, tornou-se mais sedentária, aumentou de peso e deteriorou a sua saúde. É urgente quebrar este ciclo e mudar estes hábitos errados!
Para isso, não nos podemos focar apenas na alimentação ou apenas no exercício físico, é necessário haver uma mudança destes dois fatores. Uma vez que a maioria dos hábitos não saudáveis se devem a desconhecimento ou obtenção de informação errada, é imperativo estar informado acerca de todos os aspetos que envolvem e promovem um estilo de vida saudável.
Desta forma, decidi escrever um livro, cujo título é uma pergunta, “Sabemos comer?”, para tentar dar resposta a todas as suas questões e, sobretudo, para lhe fornecer as melhores estratégias para ter e manter uma vida saudável.
A apresentação do livro será realizada no dia 3 de junho, às 17h, na Feira do Livro em Lisboa, e lá estarei à sua espera.
Num estudo muito recente, realizado em gafanhotos e, posteriormente, em mamíferos – em que foram estudadas várias refeições, umas mais proteicas e outras menos proteicas, todas com o mesmo sabor e consistência -, observou-se que os grupos cuja dieta era mais rica em proteína, teve menos necessidades de comer e manteve o peso com maior facilidade. Nos outros grupos, cuja dieta era pobre em proteínas, observou-se uma necessidade de comer mais e um excesso de peso em todos os indivíduos.
Os resultados do estudo realizado em mamíferos poderão, com algum cuidado, ser extrapolados para os humanos.
Desta forma, aumente o seu consumo de proteína, para 1 a 1,5gr x kg de peso e dia, através de carne, peixe, tofu, seitã, ovos, leite, iogurte, entre outros e, assim, conseguirá compensar os mecanismos neuroendocrinos de fome, terá menos necessidade de comer e será mais saudável.