Compulsão alimentar ou fome?

Comer de mais não tem apenas uma causa. Hoje falaremos da diferença entre compulsão alimentar, hábitos alimentares errados e excesso de apetite: o resultado é sempre ingerir mais calorias do que as necessárias.

A compulsão alimentar está, normalmente, associada a uma condição emocional (às vezes oculta), quer seja por stress, ansiedade, tristeza, depressão ou para compensação. É caracterizada por uma ingestão excessiva de comida, uma ou várias vezes ao dia, seguida frequentemente por uma sensação de mau estar e, por vezes, de arrependimento.

Por outro lado, os hábitos de vida errados consistem no hábito de se comer com muita frequência, mesmo não havendo fome, caso contrário parece que nos sentimos mal.

Por último, as pessoas com muito apetite são pessoas que não ficam saciadas com quantidades normais de comida, como  200/250g de carne e que, por isso, fisiologicamente, necessitam de uma maior quantidade de comida.

Em cada um destes três casos, o tratamento é completamente distinto.

Na maior parte dos casos de compulsão alimentar, alguns ansiolíticos ou antidepressivos são essenciais e eficazes.
Nos casos em que as pessoas têm hábitos errados, a única solução passa por uma reeducação alimentar de forma a entender a fisiologia do organismo.
Por fim, nos casos em que as pessoas têm muita fome, a solução passa por se prescrever inibidores de apetite. Sem eles, por muita informação que tenhamos sobre uma alimentação adequada, não iremos conseguir.

A boa notícia é que, qualquer que seja o problema, conseguimos diagnosticá-lo e tratá-lo.

Tenha um fantástico fim-de-semana!

Lipedema, linfedema ou obesidade?

O lipedema consiste na acumulação anormal de gordura, que parece, por sua vez, ter características hormonais e pode também ter algum componente genético e de stress. É uma doença que faz com que, mesmo perdendo peso, o acúmulo de gordura e volume em determinadas zonas (geralmente, na região do rabo e coxas), permaneça muito semelhante.

O linfedema envolve “apenas” uma retenção linfática ou retenção hídrica-linfática.

A obesidade consiste no excesso de peso e, destas três, é a doença que melhor responde ao tratamento, uma vez que depende inteiramente do estilo de vida que se pratica.

Felizmente, existem estratégias que ajudam a combater ou controlar estas doenças, nomeadamente, a alimentação saudável, a prática de exercício físico, bem como o auxílio de medicação.

Tenha um fantástico fim-de-semana!

Inchaço, retenção de líquidos ou gordura?

Por vezes, as pessoas confundem ou querem justificar a acumulação de gordura como sendo inchaço ou retenção de líquidos. A verdade é que é muito fácil de distinguir, por isso não há desculpas.

A retenção de líquidos, normalmente, ocorre na parte inferior dos membros inferiores. O inchaço pode ocorrer na zona abdominal, normalmente associado a casos de má digestão, muitas vezes associado ao consumo de cereais/glúten, ambas situações normalmente são passageiras.

A gordura, por outro lado, acumula-se em todo o corpo e é diretamente influenciada pelo estilo de vida, e não varia de um dia para outro.

Se estiver na dúvida de qual das condições apresenta, informe-se com o seu médico. Acima de tudo, mantenha uma dieta saudável, pratique exercício físico, beba bastante água e tenha atenção ao consumo de sal.

Tenha um fantástico e saudável fim-de-semana!

Genética, alimentação, peso e saúde

Existem dois tipos de gordura: subcutânea e visceral. A gordura subcutânea é a mais abundante e, normalmente, acumula-se mais na zona abdominal, coxas e rabo. Pode não ser esteticamente bonita, mas tem poucos efeitos secundários em termos de saúde, à exceção do comprometimento vascular. A gordura visceral, ao contrário da subcutânea, não se vê e encontra-se entre e à volta dos órgãos. Esta sim é claramente perigosa e tem vários problemas de saúde associados, tais como diabetes e hipertensão.

Qualquer uma delas, mesmo havendo uma componente genética importante associada, pode ser controlada através de hábitos de vida saudáveis, nomeadamente, exercício físico e alimentação.

É fundamental deixarmos as desculpas de lado e fazermos o que é preciso para sermos saudáveis.

Tenha um fantástico fim-de-semana!

Obesidade infantil: consequências e tratamentos

Obesidade infantil: consequências e tratamentos

Em 2018, cerca de 36 a 38 em cada 100 crianças, dos 5 aos 11 anos de idade em Portugal, tinha excesso de peso. Tem se vindo a perceber que, depois da pandemia, estes números já aumentaram. Isto significa que a obesidade infantil é, também, uma pandemia. A obesidade infantil tem consequências graves! Tem as mesmas que a obesidade em adultos, com a diferença que as comorbilidades como a diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão, entre outras, aparecem muito mais cedo e terão um impacto pior na saúde da criança a curto e longo prazo.

Na prevenção desta doença, os pais têm um papel fundamental. Deixo, aqui, algumas estratégias:
– Nunca utilizar a comida como prémio ou castigo;
– Fazer uma alimentação o mais saudável possível;
– Escolher alimentos diversificados e naturais;
– Estimular a prática de exercício físico;
– Evitar snack hipercalóricos e com gorduras saturadas;

Tenha um fantástico fim-de-semana!

Dia mundial da obesidade e a sua importância

Dia mundial da obesidade e a sua importância

Dia Mundial da Obesidade e a sua importância

Este dia foi instaurado pela Organização Mundial da Saúde e por outras organizações relacionadas com a saúde, com o objetivo de nos lembrarmos da importância de termos um estilo de vida e uma alimentação saudáveis. A obesidade está muito longe de ser um capricho ou um problema apenas estético. Consiste numa inflamação crónica, que afeta todos os órgãos e sistemas físicos, psíquicos e até as relações sociais.
Sendo assim, este dia é uma chamada de atenção para esta que é a pandemia do século XXI. Nunca antes houve uma pandemia desta dimensão, com gastos de milhões de euros e com impactos tão negativos para a saúde das pessoas.

Tenha uma alimentação o mais equilibrada e diversificada possível, e tenha um fantástico fim-de-semana!